O problema da humanidade nunca foi desejar demais, mas desejar de forma inconsciente. O desejo, quando opera apenas para si mesmo, cria uma sensação constante de separação, competição, carência e conflito. Essa sensação não é um castigo, mas um mecanismo pedagógico da própria natureza. Ela empurra o ser humano a perceber que o modelo egoísta de existência não consegue sustentar felicidade, equilíbrio nem paz duradoura. O sofrimento coletivo, os colapsos sociais, as crises emocionais e até os desequilíbrios ambientais são expressões externas de um desequilíbrio interno do desejo humano em relação à força que o criou.