Na visão antiga, vida significa percepção da Luz, ou seja, a sensação da força criadora que sustenta toda a realidade. Onde essa percepção existe, há vida; onde ela não existe, há apenas existência material temporária. Por isso, no conhecimento antigo o ser humano não nasce com alma. Essa afirmação costuma chocar, mas é central no pensamento antigo. A alma não é algo que entra no corpo no nascimento nem sai dele na morte. A alma é um estado de consciência que o ser humano constrói ao longo da vida quando começa a transformar o seu desejo natural de receber apenas para si em um desejo de doar, de se conectar e de se assemelhar à força criadora.